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Karol Conka lança clipe de “Cabeça de Nego”

Karol Conka lança nas plataformas digitais sua versão para “Cabeça de Nego”, música de Sabotage, em parceria com Tejo Damasceno e Rica Amabis, e lançada no disco “Coleção Nacional”, do Instituto, em 2002. Foram eles também que produziram, em parceira com Boss in Drama, essa nova versão. Desde o princípio a ideia era que Karol entrasse no universo de Sabotage levando sua personalidade. Assim foi na parte musical, na foto para a capa do single e no clipe, uma visita a favela do Boqueirão, bairro do rapper assassinado em 2003.

Produzido pela Gullane Entretenimento, o videoclipe de “Cabeça de Nego” foi dirigido por Johnny Araujo e Leandro Lima, Johnny Araujo é um dos mais experientes nesse segmento, indicado 23 vezes ao VMB. “Desde o começo esse trabalho me trouxe lembranças dos muitos clipes de rap que dirigi, pois foi assim que comecei. Para mim e para todos os envolvidos era uma volta ao passado, mostrar hoje, de onde veio o genial Sabotage. A ideia era ser o mais natural possível e por isso procuramos não interferir em nada, não produzir ou alterar o real. O conceito era raiz. E a Karol, desde o primeiro minuto que pisou lá, interagiu com todo mundo de uma maneira muito natural e verdadeira. Isso foi o diferencial do clipe, o ponto forte” – explica Johnny, diretor do clipe e indicado 23 vezes ao VMB.


O clipe, a fotografia a releitura da faixa Cabeça de Negô por Karol Conka mantem a premissa de inserir a rapper no universo de Sabotage, confesso que esperei o clipe com o visual da capa do Single e isso teria sido bom por um lado e ruim por outro, como é uma releitura foi excelente terem adotado o visual de Conka pra se tornar imersa ali naquele meio de convívio e não tentar coloca-la como “Sabotage” até porque é uma releitura né. Contudo sendo mostrado ali confesso que foi de arrepiar como a sonoridade junto de Tejo Damasceno, Instituto, quebrada e a própria família de Sabotage tornou esse videoclipe um tributo dos mais bem concebidos ao rapper, e sim não são só flores pois confesso que algumas cenas que deveriam mostrar uma naturalidade maior ficaram muito “interpretadas”, agora o bom é que essas cenas são takes curtos que não estragam a experiência geral do videoclipe. A audição da trilha é uma verdadeira viagem e ode ao que Sabota fazia com o Rap, não tem como você ouvir a trilha e não ligar, não imaginar o próprio ali naquela cena porque a identidade visual é como um “Você não pode vê-lo, mas Sabotage continua aqui”.

 

 

 

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